
Antes de começar este texto, eu preciso explicar o básico: artista de verdade ganha dinheiro com shows. Por isso, o ano de 2026 é tão atípico — tem Copa, eleição e pouco dinheiro circulando. Está cada vez mais difícil vender ingressos. Tanto é que as grandes “labels” deram uma pausa neste ano: Tardezinha, do Thiaguinho; Numanice, da Ludmilla; Sorriso das Antigas, do Sorriso Maroto; e Buteco, do GL, que só volta no fim do ano.
Ivete Sangalo lançou um projeto de samba, o Clareou. Simone Mendes gravou um projeto ao lado de nomes mais tradicionais do sertanejo. Maiara & Maraisa se uniram a Naiara Azevedo e Fred & Fabrício — todos juntos. A ideia é unir forças, como fizeram Péricles e Ferrugem.
Henrique & Juliano continuam dominando o mercado fazendo o oposto do marketing tradicional. Eles não aparecem na TV e criam um enorme desejo do público de ir aos seus shows.
Com a dificuldade em vender ingressos, foi necessário criar novidades: Bell Marques lançou uma corrida com os filhos e um show no final. A ideia virou um sucesso.
O pagode está em alta, e o sertanejo conta com revelações como Panda e Mariana Fagundes.
Preciso voltar a falar de Simone Mendes, que melhorou seu show. Ela e Lauana Prado terão vida longa por terem investido no palco e na entrega do espetáculo.
E como Ana Castela evoluiu. Aprendeu com os erros, mudou a equipe e, finalmente, a AgroPlay se profissionalizou. Ana ainda é o maior fenômeno da nossa história recente.
E, para terminar, vamos falar do Nordeste. A Vybbe, escritório de Xand Avião, vive um dos melhores momentos de sua história, cheia de artistas bons. E Wesley Safadão não para de fazer shows. Safadão é difícil de explicar: trabalha muito e finalmente começou a emplacar artistas — no caso, Natanzinho Lima, que está com o cachê nas alturas.
Enfim, 2026 na música está difícil de entender. Mas quem une forças e pensa fora da caixinha já está em grande vantagem.
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