A mega operação da Polícia Federal, na última sexta-feira (17), desmontou um esquema de funcionários do Ministério da Agricultura que teriam recebido propina para liberar carne para venda sem passar pela devida fiscalização. A operação aconteceu em 6 estados e no DF, com 35 pessoas presas – e há ainda dois investigados foragidos. O Ministério da Agricultura afastou 33 servidores envolvidos no esquema.
A possibilidade de que produtos adulterados e até vencidos podem ter ido parar na mesa da população deixou o país em alerta, mas muita coisa ainda não foi explicada pelos investigadores da operação Carne Fraca.
O que a operação Carne Fraca descobriu?
Um esquema que envolvia funcionários do Ministério da Agricultura em Goiás, Minas Gerais e Paraná que receberiam propina para liberar carne para comercialização sem a fiscalização adequada. O esquema também envolvia funcionários de alguns frigoríficos. Segundo o delegado Maurício Moscardi Grillo, da PF, as irregularidades encontradas nos frigoríficos vão desde uso de produtos químicos para mascarar carne vencida a excesso de água para aumentar o peso dos produtos.
Quais empresas são investigadas?
Foram alvo de busca e apreensão os seguintes frigoríficos:
Big Frango Indústria e Com. de Alimentos Ltda.
BRF - Brasil Foods S.A. (dona de marcas como Sadia e Perdigão)
Dagranja Agroindustrial Ltda./Dagranja S/A Agroindustrial
E.H. Constantino
Frango a Gosto
Frigobeto Frigoríficos e Comércio de Alimentos Ltda.
Frigomax Frigorífico e Comércio de Carnes Ltda.
Frigorífico 3D
Frigorífico Argus Ltda.
Frigorífico Larissa Ltda.
Frigorífico Oregon S.A.
Frigorífico Rainha da Paz
Frigorífico Souza Ramos Ltda.
JBS S/A (dona das marcas como Friboi, Seara e Swift)
Mastercarnes
Novilho Nobre Indústria e Comércio de Carnes Ltda.
Peccin Agroindustrial Ltda. (dona da marca Italli Alimentos)
Primor Beef - JJZ Alimentos S.A.
Seara Alimentos Ltda.
Unifrangos Agroindustrial S.A./Companhia Internacional de Logística
Breyer e Cia Ltda.
Fábrica de Farinha de Carne Castro Ltda. EPP
Em meio a dúvidas sobre a qualidade da
carne consumida no Brasil ou exportada pelos grandes frigoríficos, o presidente
Michel Michel foi à churrascaria
Steak Bull, em Brasília, com embaixadores de 27 países que compram carne do
Brasil.
A
intenção era mostrar que as denúncias apresentadas pela Polícia Federal, que em
dois anos analisou somente um frigorífico, não representam o mercado
brasileiro, hoje o segundo maior exportador do mundo.
Fonte; G1